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Monitoramento no celular: até mesmo o antivírus vigia suas informações pessoais

02/02/2015
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Dificilmente encontramos alguém que ainda não use smartphone, e mais difícil ainda é a pessoa ter o aparelho e não usar os apps mais conhecidos, que permitem interação e participação nas redes sociais. Toda essa facilidade em mãos, com recursos digitais quase infinitos, não nos faz pensar no risco que corremos ao compartilhar determinados dados no aparelho. Até mesmo o antivírus exige que você autorize o monitoramento de informações. Até que ponto ter acesso a todos esses recursos é seguro?

O professor Jason Hong, de ciência da computação na universidade Carnegie Mellon, montou uma lista em parceria com o site Vocativ, onde eles analisaram os apps que mais ficam de olho em informações pessoais dos usuários de Android. É importante ressaltar que os aplicativos analisados foram os mais famosos ou mais baixados da loja de app do Google.

A pesquisa mostrou que o app que mais acessa informações depois de instalado é o AntiVirus FREE, da AVG. Quando instalado, ele pede permissão para poder ver 44 tipos diferentes de informações do usuário. Em segundo lugar aparece o app de comunicação Viber, que acessa 42 informações diferentes. E em terceiro o Facebook, que pode ver 39 tipos de informações no smartphone, entre elas “ler compromissos e informações confidenciais” e “ler suas mensagens de texto (SMS ou MMS)”.

Confira abaixo os apps que mais acessam suas informações:

AntiVirus FREE (AVG) – 44 permissões
Viber – 42 permissões
Facebook – 39 permissões
360 Security – 39 permissões
Tango Messenger – 36 permissões
WhatsApp – 32 permissões
Skype – 32 permissões
GO Launcher – 31 permissões
WeChat – 30 permissões
Waze – 29 permissões

Privacidade

Durante o estudo, o professor Jason e seu grupo criaram um site chamado Privacy Grade, onde os usuários de Android podem ver notas para o nível de privacidade de cada app. O Facebook, por exemplo, possui nota A mesmo com o alto número de informações que pode acessar no smartphone.

Ao instalar o Facebook, os usuários esperam que informações sejam compartilhadas, enquanto que ao instalar um simples app da Bíblia, os usuários não esperam que ele acesse um grande número de informações pessoais. Mas entre os acessos que o aplicativo pede estão para “ler registro de chamadas” ou ler “dados de registro de informações confidenciais”. Por esse motivo, o app tem nota D no site.

Para evitar esse tipo de invasão, você pode deletar o aplicativo. Outra alternativa é procurar um app que realize as mesmas funções, mas que tenha uma política de privacidade mais interessante. No site do Privacy Grade (em inglês) é possível ver com detalhes as análises de cada app.

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